30 de mar de 2011

O Verso e o inVerso por Micaela Fioerese

Quem lê viaja.
Como ficou explícito no post anterior, as aulas de Língua Portuguesa são lugares propícios a manifestações artísticas. Uns desenham, uns pintam e bordam, outros cantam e grande parte destes vai DANÇAR logo logo. Aguarde e confie.

Na aula desta quarta-feira (30/03/11), após uma discussão sobre poesia a aluna Micaela Fiorese - Agro. 1º ano Mat. - apresentou a sua defenição do fazer poético, transcrito logo abaixo.


                                     Fazer poesia
É escrever com o coração.
Usar os dedos da alma
e as mãos da expressão.

Fazer poesia
É se jogar no papel.
Usar seu sangue como tinta
E a cabeça como pincel.

Fazer poesia
Não tem hora nem lugar
É quando a vontade vem de dentro
A vontade de se expressar.

Fazer poesia
Não é apenas escrever.
É mostrar para o mundo 
O que vem de dentro de você.

Eu não sei quanto a vocês, mas eu achei muito criativa e interessante a visão pessoal da Micaela para a produção de poesias. Quando estivermos estudando "Funções da Linguagem", trataremos da Metalinguagem (usa o código para falar do código), o texto acima é um exemplo de produção metalinguística pois utiliza uma poesia para falar da própria poesia. Chique né?

O que acharam do texto da colega? Mandou bem ou viajou total?

29 de mar de 2011

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo...

Eu não sei quanto às outras aulas, mas as que eu ministro devem ser muito, MUITO, M U I T O chatas. Porque só mesmo isso para justificar o fato das pessoas preferirem desenhar a ouvir o que eu tenho para dizer.
Pelo menos tem um lado bom: descobri verdadeiros artistas nas minhas aulas. Se não forem bons usuários do idioma, meus alunos pelo menos serão bons desenhistas. De fome não morrem!
Há algumas semanas, por acaso, peguei Samara Spadeto (1º ano Agro. Mat.) “no pulo”. Estava eu andando por entre as filas e, quando cheguei próximo a ela, percebi que tentava esconder uma das suas obras-primas. Após alguma insistência (sim, eu sou chato), ela resolveu me mostrar e, para a minha surpresa, era uma caricatura minha! Fique lisonjeado e pedi de presente. Ela deu.
Segue o desenho para a apreciação de todos.
Clique na imagem para
ver em tamanho original

Mandou muito bem, Samara, parabéns!
E como eu bem sei que mais gente arrasa no desenho, faço um convite: mande o seu desenho, rabisco, charge, caricatura e afins para o e-mail interacao.blog@gmail.com para que seja visto, amado, copiado e invejado por todos.
Aqueles que ficarem legais (não vale ofender ninguém e nem fazer boneco de palito! ¬¬’) e forem autorizados pelas pessoas retratadas virão para o Cérebro Elétrico.
E para terminar, um pedido: favor NÃO fazer os desenhos durante as aulas! Grato.

24 de mar de 2011

E o prêmio de melhor aluno do mundo inteiro (por enquanto) vai para...

"Quero dedicar esse prêmio
a toda a minha família.
Beijo, mãe. Te amo!"
Aêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêw, pessoas!

Muita gente tentou, muita gente chutou, muita gente viajou no cotonete, muita gente acertou, mas só UMA PESSOA falou primeiro. E essa pessoa foi...*que rufem os tambores.*

TCHAM, TCHAM, TCHAM, TCHAM <#aiqueemoção!>

Wellisson Vitor Pessini - 1º AGRO - MAT.

Parabéns, Wellisson, você acaba de ganhar uma viagem com todas as despesas pagas para Acapulco, no México! (ok, mentira...mas levou pra casa 1 ponto em Língua Portuguesa. "/ ...eu também preferia a viagem)

Tiveram até respostas mais completas que a dele, mas como o combinado era o ponto para o primeiro, o Wellisson leva dessa vez. Estou pensando em, na próxima, dar o ponto para aquele que melhor explicar e não para aquele que postar a resposta certa primeiro, q q 6 acham?

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Agora vamos à explicação da falha linguística do Fernando no vídeo:
 
Omovedor!
Carijangrejo!

Como vimos em sala, o padrão coloquial da língua consiste no emprego das estruturas da língua de forma espontânea e não se preocupa em seguir as regras ditadas pela gramática normativa. Quando o Fernando Aniteli diz que as pessoas que não tiveram oportunidade de terminar os estudos não dominam a linguagem coloquial, ele, na verdade, intencionava se referir ao padrão culto. Esse sim, como diz José de Nicola, caracterizado por estar em "conformidade ao conjunto de regras das gramática normativa".

E como diz D. Jura no final de  Zaluzejo: é só isso que eu tenho pra dizer.

23 de mar de 2011

O Verso e o inVerso.

Segue um poema de Carlos Drummond de Andrade. Leia-o com atenção e relacione (em forma de comentário) o seu conteúdo à teoria estudada e discutida em sala.

Aula de português

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.



"Interpretar poesia 
é viajar na maionese."
Explicite no seu comentário o que, na sua opinião, o último verso "O português são dois; o outro, mistério." faz referência.

Dica¹: interpretem por estrofe. Fica mais fácil do que tentar lançar a ideia geral toda de uma vez;
Dica²: o box da página 16 do nosso livro (Escola: democratizando oportunidades) pode ajudar, deem uma lidinha lá, blz?
Dica³: você está na Internet, tem um MUNDO de informações a um clique de mouse. Use-a a seu favor. Só não vale dar um "Ctrl C + Ctrl V" porque o professor também sabe usar o Google, tá bom?! ¬¬'


Data limite para a postagem dos comentários interpretativos: domingo (27/03).
  

20 de mar de 2011

"Eu falo errado, mas eu falo o que eu querer!"

Como a parte de Variação Linguística é a mais legal de todas as matérias do primeiro bimestre, a gente trabalha um pouco mais aqui no blog. Variação é tão legal, mais tão legal que a gente pode, agora, assistir à apresentação ao vivo dO Teatro Mágico interpretando "Zaluzejo": a música sensação da tiazinha que insiste em dizer que "eu não sei falar direito".  Reparem no que o Fernando Aniteli diz no início de vídeo (a partir de 1:20) a respeito disso.




Quem de vocês é capaz de identificar uma falha linguística (no que se refere à teoria discutida em sala) que o Fernando comete antes de iniciar a música. 1 ponto extra para o primeiro que descobrir. TEEEEEMPO NA TELA! 

Orientações para avaliações

Profê, pode chorar
durante a prova?

Sempre que a gente ouve falar em P R O V A, dá aquele frio na barriga e vontade de ficar doente, “matar” um parente ou marcar um médico só para faltar aula, né? Entretanto, é um mal (ou bem, aí vai da cabeça de cada um) necessário.

Com o objetivo de utilizar melhor o tempo nos dias de avaliações e evitar aquele desgaste desnecessário sobre o que “pode” e o que “não pode” nas provas de Língua Portuguesa e Comunicação Empresarial, abaixo do cabeçalho das atividades avaliativas, haverá uma reprodução da caixa abaixo contendo as orientações básicas.

Todas as demais informações que, porventura, não estejam contempladas no quadro acima serão ditas ANTES do início da prova. É bom dizer de uma vez as regras do jogo para que todo mundo brinque direito, não acham?

16 de mar de 2011

Cuidando da vida e ganhando prêmios


O Instituto Ecofuturo, em parceria com grandes empresas e organizações, promove, em 2011, o 7º Concurso Cultural “Ler e Escrever é Preciso”. Com o objetivo de incentivar o hábito da leitura e da escrita entre estudantes e profissionais da educação, em cada edição o Instituto propõe um tema a ser desenvolvido pelos interessados.

Se eu posso cuidar de 7,
você consegue escrever
sobre a única que tem.

Na atual edição, “Vamos Cuidar da Vida” é o tema central e deverá ser trabalhado pelos participantes de acordo com as especificações da categoria pertencente. Podem participar alunos do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da EJA (Educação de Jovens e Adultos), professores e profissionais de biblioteca e educadores sociais.

Dentre a premiação que os autores dos melhores textos receberão, destacam-se: notebook, livros, camiseta do Concurso, ecobag, troféu, certificado da premiação emoldurado, exemplar da publicação coletiva com alguns textos do Concurso (entregues em evento Cultural em São Paulo) e 50 (cinquenta) livros para a escola.
Orientações específicas para cada uma das categorias, uma série de textos e publicações com o objetivo de auxiliar na produção dos textos, o regulamento e todas as outras informações para a sua participação podem ser acessadas pela página do Concurso.
No Campus Venda Nova do Imigrante, o concurso será coordenado pelo professor de Língua Portuguesa, Olivaldo Marques, e as informações específicas serão dadas por ele no dia 31 de março de 2011 (quinta-feira) em dois horários: 11h30 e 18h00, no próprio Instituto.
Mãos à obra! Quem também tá super afim de participar?



12 de mar de 2011

Olá, mundo!

Contato imediato
Da necessidade de tirar maior proveito de algumas das várias ferramentas oferecidas pela rede mundial de computadores nos processos relacionados a ensino-aprendizagem, nasceu a ideia geradora do blog Cérebro Elétrico.

Busca-se, neste espaço virtual, criar um ambiente propício à construção de conhecimento real e efetivo. Um conhecimento que proporcione o desenvolvimento intelectual independente de alunos e professores. E que contribua para uma sociedade menos desigual, mais autônoma e solidária.  

Bem-vindos ao Cérebro Elétrico,  local de expressão e mudança de conceitos. Pois "só não muda de ideias aqueles incapazes de tê-las".