25 de set de 2014

Passando a limpo


Discutir as questões que envolvem a produção escrita (bem como sua revisão e avaliação) na escola não é tarefa fácil, mas em compensação proporciona situações de diálogo bastante enriquecedoras tais como as que vimos estabelecendo durante as últimas semanas.
Para a primeira metade do Laboratório de Revisão e Avaliação Textual pensei, dentre as possibilidades, discutir pontos que considero essenciais para o futuro professor da Língua e, consequentemente, futuro revisor/avaliador de textos.
Partindo do geral para o específico, iniciamos com a discussão do papel da escrita em uma sociedade letrada como a que vivemos (dialogamos com base nesta apresentação aqui); em seguida, apontamos para a função da escola no panorama anteriormente construído, para tanto, solicitei leitura e produção da resenha do primeiro capítulo do livro “Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário”, de Delia Lerner, que pode ser acessado clicando aqui.
A fim de compreendermos melhor as etapas pelas quais passam nosso aluno no processo de aquisição e aperfeiçoamento da escrita, questões relativas à influência da fala na modalidade escrita foram levantadas com objetivo de, conforme texto de um dos slides da apresentação (para acessá-la: aqui),
[...] não apenas permitir que o futuro professor perceba a influência da fala como algo natural e previsto, mas – e principalmente – propiciar o planejamento de atividades e eventos de  escrita e reescrita que, localmente, busquem a evolução escrita dos alunos.
Para que compreendêssemos melhor algumas questões apresentadas na teoria, analisamos alguns apontamentos relativos à produção escrita de vocês; no caso, as resenhas do texto de Lerner (apresentação da aula aqui). As mesmas foram devolvidas na última aula (24 set.) e deverão ser reescritas e entregues a mim novamente no nosso último encontro (08 de out.).
Em nossa última aula antes dos Seminários, após a leitura e a produção de um fichamento (ou resenha) do texto “Os Gêneros do Discurso”, de Mikhail Bakhtin (o qual você consegue acessar clicando aqui), conversamos acerca do ensino <> aprendizagem da Língua pela perspectiva do gênero (slides aqui e post sobre a exposição Toda Cura Para Todo Mal aqui).
Nas próximas duas semanas, o direcionamento da aula será feito por vocês à medida que os Seminários forem apresentados.
Por último: quem não entregou a resenha e o fichamento dos textos, pode encaminhar para o e-mail professorolivaldo@gmail.com (ATÉ O DIA 08 DE OUTUBRO) valendo 80% da nota. Quem tiver alguma questão ou dúvida pode mandar e-mail também. 

25 de ago de 2014

Não sei se você sabe, mas

...o pessoal do Porta dos Fundos subiu mais um vídeo para o Youtube.
Com uma produção em ritmo frenético como a deles (são dois vídeos por semana), não é fácil acertar sempre. Às vezes tenho a impressão de que alguns são postados apenas para cumprir o protocolo. Mesmo que estes sejam bem mais ou menos, outros conseguem atingir o nível que deixou o canal tão popular na rede, o que acaba compensando qualquer vídeo-cocô.
Não vou falar sobre o Porta e sobre a “revolução” no humor brasileiro que a internet promove e lengalenga-blábláblázzzZZZz (acho cafona), mas só quero destacar a capacidade que eles têm de em determinados vídeos conseguirem apresentar assuntos complexos de forma rápida, bem humorada e certeira.
Em Crianças, de modo exagerado e assustadoramente real, a medicalização na/da Educação é tratada de forma tragicamente cômica. A calma quase apática dos pais em contraste com o desespero do profissional da educação que só aumenta no decorrer da conversa é mesmo hilária.

“O que que é educar? Eu acho que, no fim das contas, os educadores, os professores são os culpados, os reais culpados, que não acompanham a criançada de hoje em dia”. (DE ALUNO, Mãe)
O final do vídeo poderia, perfeitamente, trazer a hashtag #UmBrindeÀVidaReal, porque, ó, é bem por aí mesmo.
Parece-me que a arte (e aqui destaco aquela que explora o humor) atua, em muitos casos, como uma lente de aumento para os fatos sociais, mostrado, quase esfregando nas nossas fuças, as coisas como são e quem a gente realmente é, mas não quer admitir.
Pelos comentários no vídeo, percebi que, infelizmente, as pessoas ainda insistem em permanecer nas camadas mais superficiais da interpretação. Presas à última fala do esquete, esquecem o que, para mim, mais importa. Para estes, um recado do menininho de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”: 

...mas receio que eles não entenderão essa também.

Contato imediato



Conforme conversamos em nosso primeiro e (por ora) último encontro, para a próxima quarta-feira (27 de agosto), vocês deverão fazer a leitura do texto publicado no jornal “O Estado de São Paulo”, no dia 01 de outubro de 2000 (um bocado de tempo, né? Gostaria que, inclusive, pensassem se a situação apresentada mudou muito nesses quase 14 anos). Para aqueles que, porventura, não receberam por e-mail basta clicar aqui (quem não tem conta no 4shared, acho que dá para conectar pelo Facebook).

Aproveito para deixar aqui também o Programa de Ensino para quem perder aquele que entreguei.

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Sobre os Seminários, por enquanto, temos a seguinte configuração de grupos:

GRUPO 1: “PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENS. FUNDAMENTAL 1”: Aline Torres, Léo, Edneia e Keisy;

GRUPO 2: “PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL 2 (6º ANO)”: Aline Maioli, Suziane, Enedino;

GRUPO 3: “PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO FUNDAMENTAL 2 (9º ANO)”:

GRUPO 4: “PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO/PRÉ-VESTIBULAR”: Lorena, Gabriela, Murilo, Halana.

Pela pauta que recebi, temos 17 inscritos no Laboratório, portanto, solicito, por enquanto, grupos de apenas quatro componentes. Não façamos nenhum grupo com cinco porque o nosso amigo Júnior ainda não tem certeza se ficará entre nós. Aliás, alguém pode me enviar o e-mail dele? Pelo endereço que tenho não consigo mandar mensagem alguma. Devo estar fazendo alguma coisa de errado já que sou péssimo com essas coisas de internet. 
tipo eu

Qualquer dúvida, manda mensagem.

"Volta o cão arrependido..."




Há cerca de treze séculos e meio que isso aqui não recebe postagem alguma, mas para compensar teve showzinho das baratinhas que leram Kafka e cantam Molejo (mistura boa, né não?!). Explico a causa desse hiato: O Cérebro Elétrico foi um espaço pensado a fim de ajudar em minhas atividades como professor e muito menos como um blog pessoal, a partir do momento que me afastei das atividades em sala para me dedicar aos estudos do Mestrado, não fazia muito sentido continuar postando. Mas “eis que tudo se fez novo” por conta da disciplina Estágio Docência. \o/ iey!!
Graças a ela, voltei, semana passada, para o espaço escolar enquanto professor (já que, enquanto aluno, toda semana a gente tá lá...batendo ponto). Estou responsável pela disciplina “Laboratório de Práticas Culturais: Revisão e Avaliação Textual”, na Universidade Federal do Espírito Santo (#chora #recalque). É uma oportunidade bacana para discutir o tema que, para mim, é um dos mais importantes no ensino de língua: a produção textual.
Confesso que já estava sentindo falta da dinâmica que a prática docente implica, a imprevisibilidade do processo, a necessidade de estar sempre pensando, repensando, tendo ideias, mudando de opiniões, conhecendo gente nova et ecetera e tal. Esta é minha primeira experiência como professor de um curso superior e o que para mim é ainda mais bacana é que se trata de um curso para Licenciatura (Letras Português), ou seja, meus alunos serão futuros professores. Daí que a importância do trabalho é elevada à enésima potência, pois contribuirei para a formação de gente que, no futuro, ficará responsável por esse mesmo trabalho, ou seja, ajudar a formar gente. O que me assusta e fascina em igual medida.
Esta é uma responsabilidade muito grande. É um trabalho muito difícil e que requer bastante seriedade de todos os envolvidos, afinal, quem se propõe a educar e o faz de maneira leviana, para mim, comete um crime, um dos mais perversos, já que interfere negativamente no processo de desenvolvimento do ser, naquilo que ele é o no que tornar-se-á (uma mesóclise apenas para aumentar a carga de pedantismo disso tudo).  
Enfim, esse texto é apenas para abrir, oficialmente, os trabalhos em 2014 aqui no blog. Trata-se de uma nova fase que, como toda fase, é temporária. Trabalho com a turma até meados de outubro por conta de uma regulamentação da Universidade. Vai ser uma disciplina rapidinha (30h), mas eu espero que seja gostosa para todo mundo (sacanagem oculta).
Deseja-me sorte e muita diversão, porque, afinal de contas, eu só faço o que faço pelo prazer. 
PARTY HARD!